Se você é um entusiasta da piscicultura ou um pescador que busca o troféu perfeito, entender a tríade de ouro dos rios brasileiros — o Pacu, o Tambaqui e o híbrido Tambacu — é o divisor de águas entre o amadorismo e o sucesso absoluto. Estes peixes não são apenas símbolos da nossa biodiversidade; eles são verdadeiras máquinas de força que exigem conhecimento técnico e estratégico para serem compreendidos.
Neste artigo, mergulhamos profundamente na biologia, no comportamento e nas técnicas de captura dessas espécies. Prepare-se para dominar cada detalhe sobre os gigantes redondos.
A Biologia do Tambaqui: O Rei da Amazônia
O Tambaqui (Colossoma macropomum) é, sem dúvida, um dos peixes mais imponentes da bacia amazônica. Sua estrutura corporal é adaptada para sobreviver em ambientes de águas brancas e pretas, apresentando uma coloração que varia do cinza ao preto fuliginoso, dependendo da clareza da água.
Diferente de outros peixes predadores, o Tambaqui possui uma dentição molariforme, ou seja, dentes que lembram molares humanos, projetados especificamente para triturar sementes e frutos que caem das matas ciliares durante as cheias. Esta característica biológica o torna um dispersor de sementes vital para a ecologia da floresta. Em termos de tamanho, ele pode atingir impressionantes 45 kg, o que o coloca no topo da lista de desejos de qualquer pescador esportivo.
Sua respiração é branquial, mas o Tambaqui possui uma adaptação fascinante: em águas com baixo teor de oxigênio, ele desenvolve extensões labiais que facilitam a captação do oxigênio na superfície da água, garantindo sua sobrevivência onde outros peixes pereceriam.

O Pacu: A Agilidade e Resistência do Pantanal
Enquanto o Tambaqui domina o Norte, o Pacu (Piaractus mesopotamicus) reina nas bacias do Prata e do Pantanal. Embora compartilhem a família Serrasalmidae, o Pacu é ligeiramente menor que seu primo amazônico, mas compensa no vigor e na agilidade.
O Pacu é conhecido como o porco do rio, devido à sua dieta onívora e à sua incrível capacidade de acumular gordura, o que confere à sua carne um sabor inigualável. Sua coloração é mais clara, geralmente amarelada ou prateada, com escamas pequenas e uma forma discoide que o permite realizar manobras rápidas na correnteza.
Sua biologia é marcada pela migração reprodutiva, a piracema, onde nadam grandes distâncias rio acima para desovar. Entender este ciclo é crucial para a preservação da espécie e para a prática da pesca consciente, respeitando os períodos de defeso.

Tambacu: A Engenharia Genética em Favor da Produtividade
O Tambacu não é uma espécie encontrada originalmente na natureza, mas sim um híbrido resultante do cruzamento entre o óvulo da fêmea de Tambaqui e o sêmen do macho de Pacu. O objetivo desta criação foi unir o melhor dos dois mundos: o ganho de peso rápido e o grande porte do Tambaqui com a resistência ao frio e a rusticidade do Pacu.
O resultado é um peixe excepcional para o cultivo e para os pesqueiros de lazer. O Tambacu herda a resistência a temperaturas mais baixas, o que permite sua criação em regiões onde o Tambaqui puro não sobreviveria, como o Sudeste e o Sul do Brasil. Visualmente, ele apresenta características mistas, sendo muitas vezes difícil de distinguir sem um olhar técnico apurado, mas sua agressividade na ponta da linha é uma assinatura clara de sua genética híbrida.

Habitat Natural e Ecossistemas de Sobrevivência
O habitat dessas espécies define seu comportamento alimentar e reprodutivo. O Tambaqui prefere as florestas inundadas (igapós e várzeas), onde encontra abundância de alimentos durante a cheia. Ele é um peixe que depende diretamente da saúde da floresta em pé.
O Pacu, por sua vez, habita rios de águas correntes e também áreas de inundação. Ele busca abrigo em galhadas e locais com vegetação suspensa, aguardando que o alimento caia na água. Já o Tambacu, sendo um peixe predominantemente de cativeiro e estocagem, adapta-se maravilhosamente bem a represas e lagos artificiais, desde que haja um controle mínimo de qualidade de água e oxigenação.
Alimentação: A Complexidade Nutricional dos Redondos
Essas três espécies são onívoras, com forte tendência a serem frugívoras e granívoras. Na natureza, a dieta baseia-se em:
- Frutos (como o fruto da palmeira e seringueira);
- Sementes de diversas árvores ribeirinhas;
- Pequenos crustáceos e insetos;
- Matéria vegetal em decomposição.
Em sistemas de criação ou pesqueiros, a ração extrusada de alta proteína é o combustível que faz esses peixes crescerem de forma acelerada. Para o pescador, entender essa dieta é a chave para a escolha da isca perfeita.
Estratégias de Pesca: Como Capturar os Gigantes
Para capturar um Pacu, Tambaqui ou Tambacu, o pescador precisa de paciência e do equipamento correto. Sendo peixes de extrema força e dentes potentes, o uso de encastoados (empates de aço) é obrigatório para evitar que a linha seja cortada.
Dicas de Ouro para a Pesca:
- Iscas Naturais: Utilize frutos da época, como o coquinho, ou até mesmo pedaços de queijo, salsicha e massas à base de ração de peixe.
- Iscas Artificiais: Em algumas situações, especialmente para o Tambaqui, iscas que imitam frutos ou pequenos plugs de superfície podem ser letais.
- Localização: Arremesse próximo às margens, sob árvores ou estruturas onde o peixe costuma esperar pelo alimento que cai.
- Silêncio: Estes peixes são extremamente sensíveis a vibrações e ruídos. Manter o silêncio na embarcação ou na margem é fundamental.
Gastronomia: A Famosa Costela de Tambaqui Assada
Não poderíamos encerrar este guia sem celebrar o valor gastronômico dessas espécies. A costela de Tambaqui (ou Tambacu) é um dos pratos mais cobiçados da culinária brasileira.
Receita de Costela de Tambaqui na Brasa

Ingredientes:
- 2 kg de costela de Tambaqui (banda inteira);
- Suco de 4 limões taiti;
- 4 dentes de alho amassados;
- Sal grosso a gosto;
- Pimenta-do-reino moída na hora;
- Azeite de oliva.
Modo de Preparo:
- Tempere a costela com o suco de limão, o alho, a pimenta e o azeite. Deixe marinar por pelo menos 1 hora para que os sabores penetrem nas fibras gordurosas do peixe.
- Adicione o sal grosso apenas no momento de levar à grelha.
- Coloque na brasa média, começando com o lado da escama voltado para baixo. Isso fará com que a própria gordura do peixe cozinhe a carne, mantendo a suculência.
- Quando a carne estiver branca e firme, vire para dourar o outro lado por cerca de 10 a 15 minutos.
- Sirva acompanhado de um vinagrete de tucumã ou um arroz branco soltinho.
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